Projetos integrados melhoram a qualidade de vida nas cidades

"Projetos soltos não atendem mais às cidades, precisam ser integrados e multissetoriais".

11/09/2015

(Foto: Luke Garcia/WRI Cidades Sustentáveis) (Foto: Luke Garcia/WRI Cidades Sustentáveis)

 "Projetos soltos não atendem mais às cidades, precisam ser integrados e multissetoriais". Esse pensamento, proferido inicialmente por Andrés Alcalá, executivo principal de Análises e Programação Setorial no Uruguai do CAF- Banco de Desenvolvimento da América Latina, permeou vários momentos da Sessão CAF "Mobilidade Urbana Sustentável e Desenvolvimento Integrado", realizada na manhã de hoje no Congresso Internacional Cidades & Transportes.

José Fortunati, Prefeito de Porto Alegre, incluiu, durante o debate, a necessidade de integração de ações de requalificação urbana no contexto da atual crise econômica pela qual passa o Brasil. "Apesar da crise, que está atingindo os municípios de maneira tão intensa, temos que continuar a governar. As parcerias multilaterais e agências de fomento podem nos ajudar e apontar novas saídas, outros caminhos", resumiu.

Também participaram do evento Antonio Juan Sosa , vice-presidente de Infraestrutura do CAF; Verena Andreatta, Secretária de Urbanização de Niterói; Samuel Dias, Secretário de Infraestrutura de Fortaleza; David Willecomme, Diretor-Adjunto da AFD; Carsten Sandhop, Diretor do KFW e Victor Rico, Diretor-Representante do CAF no Brasil; Soraya Azan, Executiva Principal de Análises e Programação Setorial na Colômbia do CAF.

O panorama sobre a atuação do CAF nos últimos anos elencou uma série de aprendizados sobre o tema. Ressaltou argumentos positivos para que gestores invistam cada vez mais em transporte sustentável inclusivo, como o fato de que o setor de transporte contribui entre 5% e 10% do PIB na maior parte dos países da América Latina. Uma rede de transporte bem desenvolvida e eficiente também permite que os demais setores econômicos se desenvolvam, gerando empregos, renda e investimentos, contribuindo com o aprimoramento social e econômico.

Outros assuntos debatidos foram a inclusão das bicicletas no sistema de mobilidade das cidades. Em Fortaleza, uma lição aprendida foi a instalação de faixas de lazer nos finais de semana, que fizeram com que muitas pessoas tivessem contato pela primeira vez com a locomoção com bicicletas. Segundo ele, essa simples ação estimulou boa parte das pessoas a adotar essa modalidade no dia a dia. E Fortaleza hoje tem a mais alta taxa de uso de bicicletas compartilhadas do Brasil. Este exemplo mostra como as cidades podem desenvolver um sólido planejamento viário, implementado paulatinamente e com um sistema de informação e mobilização intenso voltado para a população.

É necessário cada vez mais transpor os princípios do urbanismo para os projetos integrados. "Não podemos mais abrir mão das técnicas urbanísticas, pois são elas que nos ajudam a promover uma verdadeira transformação do modo de vida individual para o modo de vida coletivo em nossas cidades”, ressaltou Verena.

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