‘Esperança e resultados’ para garantir um bom legado às cidades brasileiras

Márcio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte, fecha primeiro dia do Congresso Internacional Cidades & Transportes no Rio

10/09/2015

Prefeito de BH e Presidente da FNP ministrou Palestra Magna, no encerramento do Congresso Internacional Cidades & Transportes. (Foto: Luke Garcia / WRI Brasil Cidades Sustentáveis) Prefeito de BH e Presidente da FNP ministrou Palestra Magna, no encerramento do Congresso Internacional Cidades & Transportes. (Foto: Luke Garcia / WRI Brasil Cidades Sustentáveis)

Prefeito de Belo Horizonte e Presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Márcio Lacerda foi líder da transformação da capital mineira nos últimos anos. Lacerda ousou implementar um Plano Estratégico para 2030 e o primeiro BRT da capital mineira. A infraestrutura do sistema revitalizou a área central e o projeto real conquistou um prêmio internacional em mobilidade sustentável. Encerrando as atividades do Congresso Internacional Cidades & Transportes, nesta quinta-feira (10), Lacerda compartilhou suas experiências como prefeito na Palestra Magna - O legado das cidades brasileiras.

“As cidades são o nosso espaço ideal para inovação e renovação para prosperidade e inclusão social. Para isso, no entanto, é necessário investimento em desenvolvimento urbano, tornando nossas cidades mais conectadas”, pontuou Lacerda. Muitos caminhos para este desenvolvimento mais próspero, igualitário e sustentável foram apontados pelos líderes da Cúpula de Prefeitos, no Rio. O presidente da FNP destacou os principais conselhos que anotou de cada um deles para realizar uma boa gestão e deixar um legado real para as cidades brasileiras:

Eduardo Paes destacou a paixão de governar uma cidade onde nasceu e cresceu. Ken Livingstone, de Londres, lembrou que sem ousadia não há grandes transformações. A ex-prefeita de San Fernando, Mary Jane Ortega, falou sobre carinho e cuidado ao liderar, conquistando corações e mentes. Para Sam Adams, de Portland, em primeiro lugar é necessário planejamento e prioridade à educação de qualidade. Já o icônico ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner, aposta na inovação para quebrar paradigmas e atingir o florescimento urbano.

“Muitos perguntam por que quisemos nos tornar prefeitos. Para mim, é pela esperança de resolver os problemas e os desafios cotidianos. Isso é o que nos move”, pontuou Lacerda. Para ele, ainda que o Brasil viva um momento difícil e de crise, é possível construir pontes e alianças para ir mais longe. A Frente Nacional de Prefeitos é uma delas, onde os gestores municipais podem se unir por um objetivo comum: tornar nossas cidades lugares melhores.

E é isso que Belo Horizonte está mirando. A cidade conta com um Plano Estratégico para 2030, liderado por Lacerda, com foco em diferentes áreas com influência direta na qualidade de vida de seus cidadãos. O prefeito lembrou que a capital mineira teve “a sorte de ter uma sequência de ótimos prefeitos”, que oportunizaram fóruns de participação social ativos. Estes espaços estão ajudando a construir uma cidade para todos. Além disso, entre 2003 e 2010, mesmo antes de sancionada a Política Nacional de Mobilidade Urbana, Belo Horizonte elaborou seu Plano de Mobilidade Urbana, documento norteador das ações em transporte coletivo, individual e não motorizado, instituído em 2013 para atender às necessidades da população.

O prefeito lembrou também da oportunidade com a Copa do Mundo. Foi através destes recursos que foi possível viabilizar o BRT MOVE, projeto que contou com auxílio técnico do WRI Brasil Cidades Sustentáveis. “A colaboração da EMBARQ conosco foi fundamental para o avanço da mobilidade que tivemos em Belo Horizonte. Gostaria de agradecer, mais uma vez.” De acordo com Lacerda, o maior legado dos jogos, no entanto, foi a colaboração mútua que se estabeleceu entre os três níveis de governo, com data marcada para a conclusão do processo. “Se conseguimos na Copa, provamos que é possível para qualquer outro momento. Precisamos desta sinergia para avançar”, pontuou.

Deixar um legado positivo para a cidade e, principalmente, às pessoas que moram nela é uma tarefa que exige visão, planejamento e comprometimento. Mas para Lacerda vai um pouco além disso. “É preciso manter a esperança para continuar governando cidades melhores. O político demagogo e de promessas fáceis não tem mais espaço no país. As pessoas querem gestão com resultados”, destacou. Quando isso acontece, as pessoas se engajam e o ciclo entre gestores públicos e sociedade recomeça mais fortalecido.

“É preciso transformar nossas cidades em locais onde as pessoas se sintam felizes. No fim, é isso que queremos para nossos filhos e netos”, marcou Lacerda no encerramento do primeiro dia de Congresso Internacional Cidades & Transportes no Rio de Janeiro.

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