A filantropia como agente de transformação nas cidades

A filantropia privada tem um papel catalisador no apoio às soluções urbanas que possam ser ambientalmente sustentáveis e que melhorem a qualidade de vida nas cidades.

10/09/2015

No Brasil, esse tipo de investimento, ao contrário dos países desenvolvidos, ainda não produz resultados tão efetivos. Com a moderação de Tina Duong, Diretora Global de Desenvolvimento do WRI Cidades Sustentáveis, aconteceu o debate sobre como melhorar as práticas da filantropia e explicar o funcionamento da mesma, durante a tarde de hoje (10/9), no Congresso Cidades & Transportes.

(Fotos: Luke Garcia/WRI Brasil Cidades Sustentáveis) (Fotos: Luke Garcia/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)

Shirley Rodrigues (foto), Diretora de Mudanças Climáticas da Children's Investment Fund Foundation (CIFF, Londres),  abriu a conversa explicando um pouco sobre a fundação filantrópica da CIFF, cuja missão, segundo ela, é melhorar a vida das crianças. “Mesmo que tenhamos certo foco na mudança climática, sabemos que isso tem impacto direto na vida e futuro das crianças”. Shirley asseverou que, mesmo quando acontecem falhas, é preciso saber que tais fundações estão tentando transformar questões críticas para o planeta.

(Foto: Luke Garcia / WRI Brasil Cidades Sustentáveis) (Foto: Luke Garcia / WRI Brasil Cidades Sustentáveis)

 “A filantropia não é diferente de outras organizações, pois é baseada em evidencias e fatores de sucesso critico e formas de medir o impacto na sociedade”, destacou.  

André Degenszain, Secretário-Geral do Grupo de Investimentos, Fundações e Empresas (GIFE) , afirmou que muitas inovações em políticas públicas e mecanismos de participação têm se desenvolvido no âmbito das cidades e, os investidores sociais e organizações filantrópicas, podem ter uma contribuição relevante nas dinâmicas locais, aproveitando o seu campo de atuação ou contribuindo diretamente com agendas de interesse comum.

“Investidores sociais tem se desenvolvido no âmbito das cidades e podem ter uma contribuição significante nas dinâmicas locais, pois possuem mobilização ágil de recursos para impulsionar ações”, acredita.

Cenário da filantropia no Brasil

“Filantropia no Brasil é voltada ao fazer e não ao doar”, destacou Ana Toni, Diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade (ICS), ao explicar a desconfiança que há em relação à filantropia no Brasil.  O grande desafio é criar capacidade para fazer bons projetos e que eles aconteçam de fato. Para explicar seu raciocínio, Ana destacou os apoiadores do Congresso Cidades & Transportes, onde basicamente todos são internacionais.

“A filantropia brasileira ainda não descobriu a agenda urbana que está acontecendo no país e como é possível trabalhar de maneira muito clara”, afirmou

(Foto: Luke Garcia / WRI Brasil Cidades Sustentáveis) (Foto: Luke Garcia / WRI Brasil Cidades Sustentáveis) Projetos ambiciosos e práticos

Charlotte Matthews (foto), Vice-Presidente de Sustentabilidade da Related Companies, tem a responsabilidade de representar os interesses de Stephen Ross como membro do WRI e fundador do WRI Ross Center for Sustainable Cities.

Ela destacou que as pesquisas acerca dos investimentos realizados pelo Ross Center é feita totalmente baseada em números, pesquisas e estudos de impacto.

“Sempre buscamos algo que possa ser claramente desenhado pelas organizações, focamos em projetos que sejam, ao mesmo tempo, práticos e ambiciosos”, disse.

Por fim, Charlotte ressaltou como o investimento feito no WRI Brasil Cidades Sustentáveis foi feito com base na confiança da tenacidade do projeto.

“O ímpeto e a clareza de objetivo mostra como podem fazer qualquer coisa para atingir suas metas”, pontuou.

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