Salvando vidas com transporte sustentável

Se medidas não forem tomadas, mais de 40 mil brasileiros não terão a sorte de voltar para casa em 2015.

27/08/2015

O trânsito tem vários significados. Pode ser o momento de ler no ônibus, ouvir as notícias do rádio, exercitar-se na bicicleta, ou se estressar ao volante. Quando acontecem os acidentes, contudo, os dados apontam numa só direção. O Brasil é o quarto país mais fatal do mundo nesse quesito. Se medidas não forem tomadas, mais de 40 mil brasileiros não terão a sorte de voltar para casa só neste ano.

Foto: Mariana Gil/EMBARQ Brasil Foto: Mariana Gil/EMBARQ Brasil

A missão de salvar vidas recai sobre toda sociedade. Mas quem deve fazer o quê? O painel “Transporte Sustentável Salva Vidas”, a ser realizado no Congresso Internacional Cidades & Transportes, vai reunir grandes nomes da área para debater o assunto, desde as formas de integrar a segurança viária ao planejamento urbano até casos de cidades bem sucedidas na questão.

O Congresso reúne, dias 10 e 11 de setembro no Rio de Janeiro, mais de 130 palestrantes de diversas especialidades e países. As inscrições  estão abertas. Clique aqui para saber mais.

Cidades transformando ideias em realidade

Em todo o mundo, 1,2 milhão de pessoas perdem a vida no trânsito – é como se oito aviões Boeing 747 despencassem a cada dia. Levando em consideração que mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas e, no Brasil, o índice é de 85%, o papel das cidades é claro. É preciso criar políticas e mecanismos de segurança viária como infraestrutura para o transporte sustentável, normas de redução de velocidades, fiscalização, educação.

Rede EMBARQ criou um vídeo que apresenta soluções em transporte e espaços públicos no intuito de preservar o que há de mais importante nas cidades – a vida das pessoas. O trabalho tem apoio da Bloomberg Philanthropies.

 

São Paulo e Fortaleza integram iniciativa global de segurança viária

A polêmica em torno da redução do limite de velocidade das marginais Tietê e Paulista, no mês passado em São Paulo, ressoou em todo o país. Condenada por uns, celebrada por outros, a medida se mostrou profícua. Foram 30% menos acidentes nos locais em relação ao ano passado. Pesquisa do WRI Brasil | EMBARQ Brasil também mostra os benefícios de reduzir velocidades nas vias urbanas.

Nesses locais, a velocidade máxima para automóveis foi reduzida de 90 km/h para 70 km/h, nas pistas expressas; de 70 km/h para 60 km/h, nas centrais, e de 70 km/h para 50 km/h, nas locais. Já para os veículos pesados, foi estabelecida a redução de 70 km/h para 60 km/h nas pistas expressas, como mostra a imagem a seguir:

Foto: Prefeitura de São Paulo Foto: Prefeitura de São Paulo

Agora, a maior cidade brasileira também decidiu limitar a velocidade a 50 km/h em todas as suas avenidas até o fim deste ano.

São Paulo e Fortaleza integram a seleta lista de dez cidades mundiais apoiadas pela Iniciativa Global em Segurança Viária da Bloomberg Philanthropies. Ao longo de cinco anos, o programa vai investir US$ 125 milhões para implementar intervenções municipais para salvar vidas. As cidades selecionadas recebem, cada uma, equipe sênior para atuar em tempo integral com os governos municipais nas suas iniciativas de segurança viária por pelo menos cinco anos; assistência técnica abrangente das organizações mundiais líderes em segurança viária; treinamento para policiais e outros relevantes profissionais do município; e apoio para a criação  de campanhas midiáticas de massa contundentes.

Com apoio técnico do WRI Brasil | EMBARQ Brasil, cada cidade criou um plano de trabalho focado em Mobilidade Segura & Vias Seguras para os próximos dois anos.

Em São Paulo, o programa abrange reduções nos limites de velocidade; projetos de sistemas prioritários aos ônibus; infraestrutura para uso da bicicleta; segurança de pedestres e implantação das zonas 40. Em Fortalezao trabalho é focado em sistemas de ônibus e BRT (Bus Rapid Transit); infraestrutura cicloviária; tratamento de pontos críticos; e redução de limites de velocidade.

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