Quais são as nações mais poluentes do mundo?

As mudanças climáticas já são realidade, e as emissões de gás carbônico precisam desacelerar. Saiba quais são os dez países mais poluentes do mundo.

15/07/2015


Foto: World Bank Photo Collection/Flickr Foto: World Bank Photo Collection/Flickr Cento e noventa nações, um só futuro. A COP 21, Conferência do Clima das Nações Unidas que ocorrerá em dezembro na França, deve selar um acordo universal de ação climática a fim de manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC. A participação e o comprometimento de 190 países reunidos em Paris será a chave para que o novo marco climático, em substituição ao Protocolo de Kyoto em 2020, vislumbre um futuro de baixo carbono para a sobrevivência da terra.

As mudanças climáticas já são realidade, e as emissões de gás carbônico precisam desacelerar. Apresentamos, neste artigo, os dez países mais poluentes do mundo e o perfil de emissões de alguns deles. Seis são economias ainda em desenvolvimento, onde as consequências das mudanças climáticas ressoarão mais fortemente, especialmente entre os mais pobres.

O World Resources Institute (WRI) criou uma ferramenta específica para ajudar a compreender a origem de emissões entre os maiores emissores - que, juntos, emitem 72,28% dos gases de efeito estufa em todo o planeta. Vale lembrar que apenas metade da lista de dez nações já submeteu sua Contribuição Nacionalmente Determinada, ou INDC, na sigla em inglês. A INDC é um pré-compromisso em que os países indicam metas e intenções para as negociações da COP21. Outra ferramenta do WRI está mapeando as submissões de cada país.

Confira quais são as nações mais poluentes do mundo:

1º - China

INDC: enviada

O tamanho e o rápido crescimento econômico tornam a China uma importante potência econômica. Mas o desempenho que o país teve até aqui traz desafios enormes, especialmente pelo crescimento populacional. O país é lar para 20% da população, com 1,3 bilhão de habitantes, e é também o maior emissor de poluentes do mundo. Suas emissões, como mostra o infográfico do WRI, vêm principalmente do setor de energia, assim como na maioria dos países da lista. A China emite 8649.8 Mt CO₂e  em energia, equivalente a 20% das emissões globais desse setor. O compromisso do país asiático é começar a declinar a curva de emissões a partir de 2030.

2º - Estados Unidos

INDC: enviada

Os Estados Unidos contribuem com 14.4% das emissões globais, e o consumo de energia norte-americano não está muito abaixo do chinês, com 5460.6 Mt CO₂e. Recentemente, os dois grandes emissores mundiais selaram acordo climático para reduzir suas emissões. O compromisso dos EUA é reduzir as emissões em 28% até 2025, tomando os níveis de 2005 como parâmetro. A potência também firmou acordo bilateral com o Brasil. Entre os compromissos, está a inclusão de 20% de fontes renováveis na matriz energética.

3º - União Europeia

INDC: enviada

Juntos, os 28 países membros da União Europeia, que incluem países como Alemanha, França, Reino Unido, Portugal, entre outros, ocupam a terceira posição no ranking de emissores. Energia, agricultura, indústria e resíduos são as fontes de consumo predominantes. O bloco, vale ressaltar, está progredindo para reduzir 20% das emissões, em comparação ao ano de 1990, até 2020 .

4º - Índia

INDC: não enviada

A Índia abriga 17,5% da população mundial, com 1,2 bilhão de pessoas. Nas áreas urbanas, estima-se que haverá 590 milhões de residentes até 2030 – o país é o terceiro maior emissor do mundo. Assim como outros países em desenvolvimento, as cidades indianas enfrentam gargalos de infraestrutura e serviços urbanos que prejudicam a economia, mas o crescimento urbano não planejado tem impactos negativos sobre as condições climáticas e a qualidade de vida.

5º - Rússia

INDC: enviada

6º - Japão

INDC: não enviada

7º - Brasil

INDC: não enviada

Sétimo país mais emissor do mundo, o Brasil recentemente firmou acordo climático bilateral com os Estados Unidos, que inclui metas como 20% na inclusão de fontes renováveis na matriz energética brasileira e fim do desmatamento ilegal. Iniciativas para mitigar as mudanças climáticas são fundamentais, uma vez que o país pode deixar de apresentar o bom desempenho na redução de emissões que vinha mostrando até agora. As emissões brasileiras, ao contrário dos líderes do ranking, estão divididas quase igualmente entre os setores de energia, com 469.7 Mt CO₂e, e agricultura, com 444.4 Mt CO₂e. Indústria e resíduos também são fontes de emissão no Brasil.

8º - Indonésia

INDC: não enviada

9º - México

INDC: enviada

10º - Irã

INDC: não enviada 

Cidades se preparam para a ação

Ciente da importância de agir localmente para a mitigação das emissões globais, o ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e a atual prefeita de Paris, Anne Hidalgo, anunciaram a criação de um evento destinado a prefeitos e líderes locais: a Cúpula do Clima para Líderes Locais. De fato, a iniciativa é crucial para o sucesso da ação climática, uma vez que áreas urbanas ocupam somente 2% do território terrestre, mas respondem por 70% da emissão de gases de efeito estufa (GEE).

Bloomberg e Hidalgo afirmam, em artigo, que quanto mais empoderadas forem as cidades, maiores esforços nacionais serão feitos. O papel das cidades na mitigação das mudanças climáticas foi tema do primeiro post sobre mudanças climáticas deste mês no #NossaCidade, do TheCityFix Brasil.

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